RefugiLar: 8 anos de conflito na Síria

Nesta semana, infelizmente estamos chegando ao oitavo ano da guerra na Síria, uma guerra que tem destruído a nação e a vida de milhares de pessoas. Talvez você não esteja vendo tanto sobre o conflito nos jornais e mídias, mas ele persiste e, pior, as consequências desta guerra continuam.

A cada ano, mais pessoas vão sendo forçadas a deixar seus lares, comunidades, empregos, famílias e tudo o que construíram e sonharam em suas vidas. Mais da metade da população síria foi forçosamente deslocada, seja em território nacional ou como refugiados. A grande maioria está vivendo nos países vizinhos, como Turquia, Líbano e Jordânia.  

Esta grande maioria também está vivendo em extrema pobreza com menos de 6 reais por dia em campos de refugiados sem a estrutura adequada para as famílias. E nestas instalações temporárias, como sempre, quem mais sofre com conflitos armados são as crianças e mulheres.

As mulheres continuam vulneráveis e sucessivamente ameaçadas por grupos extremistas. Já as meninas têm perdido sua adolescência sendo forçadas a casamentos com homens mais velhos.

Consequentemente, as crianças que nasceram durante a guerra não sabem o que é viver em paz e sem medo; não sabem o que é ter uma vida normal e poder ir à escola, pois não há escola para todos; não sabem como é brincar livremente pelas ruas e parques de suas cidades porque estão em campos de refúgio. Carregam em seus corpos e em suas emoções as cicatrizes dos bombardeios que sofreram durante estes oito anos.

Toda guerra é cruel e tem efeitos devastadores por onde passa. Para nós, é quase impossível entender as graves consequências deste conflito na Síria e na vida de todos seus cidadãos. Mas como um país que recebeu uma pequena, bem pequena, comunidade de refugiados sírios, nós podemos afirmar que eles seguem determinados a reconstruir suas vidas e sonham com quando poderão voltar a sua nação para reconstruí-la.  

Mesmo que não estejamos vendo ou ouvindo sobre esta guerra, não significa que ela acabou e que suas horrendas consequências desapareceram. Também não quer dizer que já tenhamos feito o suficiente, pois certamente ainda há muito o que fazer para ajudar nosso próximo.

Por isso seguimos com esperança de paz na Síria e de encontrar caminhos para remediar todo o mal que estes oito anos de guerra causaram.

Salam Suria. Salam Surien.


André Leitão é Presidente Executivo da Compassiva

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